Nenhum direito a menos, nenhuma ameaça a mais


A cada reforma anunciada, temos visto um direito ameaçado: trabalhista, previdenciário, social, de associação sindical, entre tantos outros. Com a desculpa de gerar empregos e em nome da crise, o governo ilegítimo de Michel Temer tem proposto não só a flexibilização dos direitos como a retirada de grande parte das conquistas da classe trabalhadora.

Com as propostas da reforma trabalhista e previdenciária, Michel Temer vai piorar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras.

Com o aumento da jornada de trabalho até doze horas diárias ou a instituição da jornada parcial, a reforma trabalhista afeta a qualidade de vida e a remuneração dos trabalhadores/as; com o aumento do tempo do trabalho temporário, posterga a contratação de trabalhadores/as e não gera empregos; com a instituição do negociado sobre o legislado, enfraquece o poder da legislação vigente e nossa bandeira histórica afirma que direito não se reduz, se amplia.

Já com a alteração da idade para aposentar e do tempo de contribuição da reforma previdenciária, os trabalhadores/as do comércio e serviços dificilmente conseguirão se aposentar; com a equiparação da idade de aposentadoria entre homens e mulheres, as mulheres serão ainda mais afetadas.

Tais medidas estão em tramitação no Congresso Nacional e devem afetar o trabalho, a remuneração, a rotina e o futuro de todos os trabalhadores e trabalhadoras.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT) não concorda com estas medidas precarizantes e se manterá vigilante e em ação para que elas não sejam aprovadas. Neste momento, precisamos de todos os dirigentes, trabalhadores e trabalhadoras, sindicatos e entidades representativas dos trabalhadores contra estas medidas e atuando com resistência.

Nos próximos dias, a Contracs reunirá sua direção para tirar estratégias de luta e resistência contra as reformas previdenciária e trabalhista. Nosso primeiro passo foi dado: integramos o Fórum Interinstitucional de Direito do Trabalho e da Previdência Social (FIDS) e resistiremos com demais entidades em defesa da manutenção e ampliação dos direitos.

Alci Matos Araujo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT)

#Manchetes

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